sexta-feira, 12 de julho de 2013

Estímulos elétricos no cérebro ajudam alunos a fazer cálculos

A aplicação de estímulos elétricos de alta frequência no cérebro poderia aumentar as habilidades matemáticas de uma pessoa por até seis meses, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford.
Essas foram as conclusões de um estudo publicado na revista Current Biology que defende que tal efeito é conseguido por meio de uma técnica conhecida em inglês como "transcranial random noise stimulation", ou TRNS (algo como "estimulação transcraniana por ruído difuso").
Segundo seus coordenadores, tal técnica poderia ajudar quem sofre de doenças neurodegenerativas, teve um acidente vascular cerebral ou tem dificuldade de aprendizagem.
Estima-se que de 5% a 7% da população sofra de um distúrbio de aprendizagem conhecido como discalculia, que dificulta a realização de cálculos aritméticos. De acordo com os pesquisadores de Oxford, os portadores de tal distúrbio estão entre os que poderiam se beneficiar dessa nova técnica de estimulação cerebral.
A TRNS consiste na aplicação de estímulos elétricos em áreas específicas do cérebro por meio de eletrodos colocados sobre o couro cabeludo. De acordo com os coordenadores do estudo, trata-se de um método relativamente novo, indolor e não invasivo.
Testes
Para testar os efeitos da técnica, 51 estudantes da Universidade de Oxford foram divididos em dois grupos e, por cinco dias, submetidos a exames de aritmética que testaram sua habilidade de fazer cálculos e memorizar números. Um dos grupos recebeu estimulação por TRNS e o outro não.
Não houve diferenças significativa no desempenho dos dois grupos logo no início do estudo, mas com a TRNS, o primeiro grupo acabou melhorando sistematicamente sua performance ao longo dos cinco dias.
Além disso, seis meses mais tarde, quando os participantes do estudo foram avaliados novamente, o grupo que havia sido submetido ao tratamento de TRNS continuou a ter "um desempenho superior".
"(Nos indivíduos que receberam o estímulo), o desempenho em ambas as tarefas de cálculo e de memorização melhorou ao longo desses cinco dias - e as melhorias foram mantidas por até seis meses após o experimento", disse Roi Cohen Kadosh, coordenador do estudo e pesquisador do departamento de psicologia experimental da Universidade de Oxford.
"Também fizemos imagens dos cérebros (dos participantes do estudo) que sugerem que a TRNS aumenta a eficiência com a qual algumas áreas cerebrais usam seus suprimentos de oxigênio e nutrientes."
Em um estudo anterior, Kadosh e seus colegas haviam mostrado que um outro tipo de estimulação cerebral poderia melhorar a capacidade das pessoas memorizarem novos números.
Segundo o pesquisador, a diferença é que a TRNS também melhora a capacidade dos que recebem o estímulo para somar, subtrair ou multiplicar uma sequência de números.
Ressalva
Kadosh diz que é importante identificar eventuais desvantagens desta e de outras formas de estimulação elétrica transcraniana, garantindo, por exemplo, que estimular uma capacidade cognitiva não cause danos em outras.
Para Michael Proulx, professor de psicologia na Universidade de Bath, os resultados do estudo são de grande importância e podem ter um impacto prático significativo.
"(Tal estudo) reforça a ideia de que a estimulação do cérebro pode contribuir para o treinamento cognitivo. (A TRNS) não se trata de uma panaceia que faz o cérebro funcionar melhor de maneira geral, mas sim de uma técnica que ajuda a reforçar os esforços de aprendizagem", diz Proulx.

Estudo japonês mostra como o cérebro processa representações visuais

  Cientistas do Japão descobriram que o modo como o cérebro armazena representações visuais de objetos é diferente do que se pensava. Segundo os pesquisadores, o órgão primeiramente cria "representações precursoras" em uma área menor na hierarquia cerebral, e somente depois essa representação se prolifera e se fixa no órgão.
"Quando reconhecemos o que nós vemos, nosso cérebro nunca faz uma fotocópia interna perfeita do que nós vemos. Uma fotocópia perfeita não leva a um reconhecimento eficiente e flexível. Por exemplo, quando vemos um copo de café de um ângulo ou distância diferente, o copo de café pode produzir muitas imagens retinais diferentes com diferentes formas e/ou tamanhos no olho. Apesar disso, você pode reconhecer e identificar as imagens retinais como vindas do mesmo copo de café. Isso é possível devido a computações feitas no cérebro, que depende de um banco de dados chamado de representação interna do mundo externo, ou 'representação neuronal'. (...) Uma representação neuronal de um objeto é distribuída para cada atributo ou característica dele através de diferentes áreas do cérebro, e características mais complexas são representadas em áreas mais altas do cérebro", diz Yasushi Miyashita, da Universidade de Tóquio, um dos autores do estudo.
Os sinais que temos de objetos chegam através dos órgãos sensoriais e passam por uma hierarquia de áreas no cérebro, pelas quais são processados. É aceito entre os cientistas que uma característica nova e mais complexa de um objeto emerge e se torna predominante em uma área específica do córtex. Os pesquisadores do Japão, contudo, decidiram testar uma nova hipótese, de que o órgão cria um pequeno número de representações precursoras em um estágio inicial dessa hierarquia do córtex, e só depois a representação se prolifera e se torna predominante na área superior.
Para testar a hipótese, os médicos examinaram dois macacos durante um experimento que durou meses. Enquanto os animais aprendiam a relação entre diversos objetos, os cientistas monitoravam os cérebros destes. Ao contrário de estudos anteriores, nos quais os pesquisadores analisavam neurônios individualmente, os especialistas do Japão focaram em pares de neurônios, acreditando na atuação em pares dessas células.
Para a surpresa dos cientistas, o funcionamento em pares dos neurônios ocorre apenas na área hierárquica mais baixa - na mais alta, o funcionamento ainda era individual. Apesar disso, as observações deram suporte à hipótese dos pesquisadores e podem mudar a maneira como a ciência vê a formação de representações no cérebro. O time japonês tentará agora descobrir a cadeia de eventos que o cérebro segue ao recuperar uma memória.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dicas para concentração nos estudos

 Milhares de estudantes espalhados pelo Brasil vão passar pela árdua tarefa de prestar o vestibular ou fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Estes já são fatores que contribuem para os estudantes ficarem nervosos, além disso, ainda precisam lidar com a pressão familiar e dos professores, que os deixam mais ansiosos. Tudo isso ajuda na perda da concentração na hora de estudar.
Para ajudar aqueles que estão passando por esse período, separamos algumas sugestões para uma boa concentração e melhor desempenho nas provas. Confira!
1 – Lugar: Busque por um lugar tranquilo para estudar, silencioso, e livre de distrações. Tente criar um ambiente exclusivo para os estudos.
2 – Cronograma: Defina um cronograma para os seus estudos. Divida seu tempo e as matérias que vai estudar.
3 – Escolha: Descubra os horários que você tem maior disposição, e que seu rendimento é maior.
4 – Físico: mantenha-se bem fisicamente, estudar com fome ou sede não ajudará em nada. É preciso ter energia para apresentar um bom rendimento e manter a concentração.
5 – Matéria: Foque apenas em uma matéria. Estudar dois assuntos ao mesmo tempo torna mais fácil que você se distraia e perca a concentração.
6 – Dividir: Se o assunto que for estudar for muito extenso, seria interessante dividi-lo em partes. Tentar estudar matérias muito extensas de uma vez só poderá gerar ansiedade, e atrapalhará sua concentração.
7 – Relaxe: Mantenha-se relaxado, estar tenso na hora dos estudos não é nada bom para a concentração. Aprender técnicas de meditação servirá de ajuda para se concentrar melhor.
8 – Equilíbrio: Busque um equilíbrio mental na hora de estudar, remova da sua mente todos os assuntos que são preocupantes, deixe para pensar neles após os estudos.
9 – Dedicação: Dedique-se ao máximo ao que estiver estudando, busque maior interesse por aquilo que está lendo ou praticando. Tente fazer uma relação entre os estudos e a vida.
10 – Limite-se: Faça pausas durante os estudos quando sentir cansaço. Dê uma descontraída cautelosamente, para não perder totalmente o foco.
Lembre-se de sempre manter uma organização na hora dos estudos, pois é muito importante para um resultado positivo quando for fazer exames ou provas importantes.

Veja dicas para exercitar o seu cérebro

Desafio é fazer a massa cinzenta realizar atividades que nunca tinha feito antes

Especialistas em neuróbica recomendam vários tipos de exercícios para o cérebro. Podem ser atividades simples como trocar o relógio de pulso ou mudar o trajeto para o trabalho. 

Ou tarefas mais complicadas, como se vestir de olhos vendados ou ver as horas em um espelho. Em seu escritório, para malhar seu cérebro, a psicóloga Carla usa um relógio que gira no sentido anti-horário.

Cerca de 80% do nosso dia a dia é ocupado por rotinas que reduzem o esforço intelectual, mas, ao mesmo tempo, limitam o cérebro. 

Para evitar que isso aconteça, os personal trainers do cérebro recomendam exercícios cerebrais que façam com que as pessoas pensem apenas na tarefa que estão realizando naquele momento. 
Veja alguns exercícios para malhar os neurônios: 

1. Use o relógio no braço direito (ou no esquerdo, se for canhoto;
2. Escove os dentes ou escreva em uma folha de papel com a mão contrária da de costume; concentre-se nos pormenores que você nunca havia reparado;

3. Ande pela casa de trás para frente;

4. Vista-se de olhos fechados;

5. Estimule o paladar: coma coisas diferentes;

6. Veja fotos de cabeça para baixo e tente observar detalhes que antes passaram despercebidos;

7. Veja as horas num espelho;

8. Faça um novo caminho para ir ao trabalho;

9. Converse com o vizinho que nunca dá bom dia;

10. Troque o mouse de lado;

11. Decore uma palavra nova por dia e tente usá-la em suas conversas;

12. Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Escreva 25 adjetivos que a descrevam;

13. Ao entrar numa sala com muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e os enumere;

14. Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes de cada prato que escolheu e se concentre nos sabores mais sutis. Depois, confira com o garçom;

15. Escolha uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente usando as mesmas palavras;

16. Compre um jogo de palavras cruzadas e tente encaixar as peças corretas o mais rápido que conseguir, cronometrando o tempo;
17. Experimente decorar aquilo que precisa comprar no supermercado em vez de fazer uma lista;
18. Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais que lembrar;

19. Ao ler uma palavra, pense em outras cinco que comecem com a mesma letra;

20. Leia atentamente e reflita sobre um texto: a leitura reforça as conexões entre os neurônios.